terça-feira, 6 de maio de 2014

ÁREA DE TRABALHO DO WINDOWS

Área de trabalho
Desktop, expressão inglesa oriunda de desktop publisher (editor de textos de mesa). São os computadores de mesa, estes que tem tudo separado (rato ou mouse, teclado, gabinete, monitor, impressora...), e são os de menor custo.
O termo desktop também pode ser defindo como: tampo da mesa, onde se apoiam os objetos de trabalho. Esta idéia é metaforicamente usada no meio computacional para denominar a Área de Trabalho (na tradução do Windows no Brasil) ou Ambiente de Trabalho (na tradução do Windows em Portugal) ou, ainda, Mesa (na tradução do Mac OS no Brasil) ou Secretária (na tradução do Mac OS em Portugal) é como se a tela do monitor de um computador pessoal representasse a área de trabalho de uma tampa de uma mesa de escritório.
Em meio computacional, uma área de trabalho consiste de um ambiente gráfico adequado ao usuário, onde ele possa abrir algumas janelas de programas e efetuar operações básicas sobre as janelas abertas e sobre o ambiente em si. Há ambientes gráficos (gerenciadores de janelas), que permitem ao usuário ter mais de uma área de trabalho ao mesmo tempo, a permitir-lhe boa distribuição das janelas dos programas abertos entre as áreas de trabalho para uma melhor organização.





Curso de Windows - Capítulo III, Conceitos básicos
20 Dezembro, 2005 - 05:00 por Lerparaver
Introdução
Este é um capítulo elementar. Nele são apresentados os elementos básicos essenciais para que o utilizador se possa familiarizar com o ambiente geral do Windows 98 e com todos os elementos que constituem o seu interface. De referir que este ambiente será a plataforma de trabalho e o ponto de partida para se efectuar qualquer tipo de tarefa no Windows 98. Por esse motivo, sublinha-se aqui a especial atenção que deve colocar ao estudar este capítulo.
Para os utilizadores que conhecem a versão anterior (Windows 95), muito rapidamente ficarão familiarizados com o Windows 98.
Para os utilizadores que vão agora ter o primeiro contacto com o Windows, os conceitos e elementos aqui apresentados são fundamentais para poder evoluir facilmente ao longo deste manual e, consequentemente, utilizar o Sistema Operativo Windows 98 de um modo mais expedito.
Iniciar uma sessão do Windows 98
Para iniciar uma sessão de trabalho no Windows no 98, basta ligar o seu computador e aguardar pelo processo de iniciação do Sistema. Logo de seguida verá aparecer uma série de mensagens no écran; essas mensagens referem-se ao carregamento do sistema operativo. Terminando este processo, aparecera o logotipo do Windows 98 seguido do respectivo Ambiente de trabalho.
Nota: Para finalizar uma sessão do Windows 98 poderá utilizar o menu Iniciar e escolher a opção Encerrar.
Objectos do Ambiente de Trabalho
Ambiente de Trabalho é o nome dado a toda a informação visível e exposta no écran. O ambiente de trabalho do Windows 98 é constituído por vários ícones, dispostos junto à margem esquerda do écran. Os ícones são pequenos elementos gráficos que representam programas, documentos, aplicações ou mesmo elementos de configuração. Existem vários ícones no ambiente de trabalho, embora os mais comuns sejam:
O Meu Computador à Os Meus Documentos à Reciclagem
Para além dos ícones, existem ainda outros elementos, os quais são chamados atalhos. Um atalho, tal como o nome indica, é a forma mais fácil e rápida de chegar a um determinado local (programa, ficheiro, pasta, impressora, disco ou disquete, etc.).
Existe no Ambiente de Trabalho uma barra, denominada Barra de Tarefas. Nessa barra está incluído o botão Iniciar ( [Windows] ) e ainda as janelas que estiverem a ser utilizadas.
Menu Iniciar
Como o nome indica, é o menu que surge quando pressiona a tecla [Windows] e é aqui que se encontram todas as opções que permitem aceder a todos os programas e documentos disponíveis no seu computador, personalizar a aparência do Ambiente de Trabalho, encontrar documentos no seu disco ou num disco de rede, aceder a tópicos de ajuda, finalizar o Windows, etc. Para tal basta abrir o menu iniciar e com as teclas direccionais escolher a opção pretendida. Algumas opções têm submenus que podem ser acedidos com a tecla direccional da direita e se precisar de fazer o inverso utiliza a tecla esquerda.
O que são Janelas?
Apresentação
As estruturas rectangulares que suportam toda a plataforma de trabalho do ambiente Windows 98 deram por si só o nome a este programa. De facto, todos os trabalhos realizados por este sistema operativo, assim como em qualquer outra aplicação que trabalhe com base neste, estão contidos nestas estruturas designadas por Janelas.
Esta analogia tem também implícita a faculdade das mesmas poderem estar abertas ou fechadas, assim como de poderem mostrar ou ocultar os conteúdos aos quais dão acesso.
Uma das grandes vantagens do Windows é o facto de se poderem utilizar várias aplicações em simultâneo, tendo cada uma delas um espaço próprio no écran permitindo assim individualizar a respectiva informação, sem contudo perder a capacidade de intercâmbio da mesma. A este sistema de trabalho simultâneo e ao mesmo tempo individualizado, dá-se o nome de Multitarefa.
Sempre que abrir uma pasta ou unidade de disco o conteúdo das mesmas estará no interior das janelas.
Elementos constituintes de uma janela:
Área de Título – área que exibe o nome da aplicação ou documento.
Barra de Menus – barra que contém os menus e opções para operar com as janelas e seu conteúdo.
Área de Trabalho – interior da janela.
Objectos
Na Área de Trabalho estão patentes diversos ícones que representam aplicações, documentos, vistos, etc.. Os ícones intitulados: O Meu Computador, Vizinhança na Rede, são exemplos de alguns objectos que normalmente se encontram na Área de Trabalho.
Menus dos objectos ou menus de contexto
Em diversas situações pressionar a tecla [Menu de Contexto] provoca o aparecimento de um pequeno menu relativo ao objecto seleccionado.
Por exemplo, ao premir a tecla [Menu de Contexto] sobre uma qualquer pasta obtém-se uma lista de comandos específicos dessa pasta. Estes menus, comuns não só ao Windows 98 como também às aplicações desenvolvidas para este ambiente, designam-se por menus de contexto. Em seguida apresentam-se algumas explicações das convenções utilizadas nos menus de contexto:
* Algumas das opções têm submenus, que o sintetizador avisará que eles existem, podendo o utilizador aceder a esses submenus através da tecla direccional direita e a tecla direccional esquerda para voltar atrás.
* Existem algumas opções que não podem ser acedidas avisando o sintetizador com um sinal sonoro.
* Alguns comandos podem estar ou não activos. (O sintetizador também fornece essa informação).
Ajuda no Windows
O Windows 98 possui um autêntico manual incorporado. Sempre que surgir alguma duvida, o utilizador pode recorrer ao sistema de ajuda para obter esclarecimentos.
Obter ajuda no Windows
A maioria dos programas do Windows incluem, na respectiva Barra de Menus, um menu de Ajuda a que pode aceder a qualquer momento. Premindo a tecla [F1] consegue o mesmo resultado.
A ajuda do Windows está organizada com três separadores, a saber:
Índice – permite visualizar os tópicos gerais da ajuda;
Se pretender mais informações sobre determinado tópico, basta dar [Enter] no tópico pretendido.
Índice remissivo – permite identificar tópicos de ajuda detalhados e ordenados por ordem alfabética. Ao digitar-se texto na caixa de texto desta pasta, o Windows vai seleccionando o tópico que respeita à introdução feita.
O separador Índice remissivo, torna-se útil quando o utilizador pretende encontrar determinado assunto de um modo rápido. O utilizador deverá digitar na caixa de texto, a palavra ou frase que identifica o assunto pretendido. Para visualizar o seu conteúdo, faça [Enter] no tópico pretendido.
Procurar – utilitário que permite localizar uma determinada palavra ou frase específica.
Na caixa de texto, digite as letras (poderá usar metacaracteres) que compõem o assunto pretendido. O sistema de ajuda responde, apresentando na caixa posterior os tópicos correspondentes às letras digitadas naquela caixa de texto.
Após ter encontrado o tópico pretendido, faça [Alt] + [M] para mostrar o conteúdo.


Introdução à representação gráfica

APOSTILA I

ENFOESCOLAR.BLOGSPOT

 Introdução à representação gráfica

Entender o desenho como uma linguagem universal para expressar um objeto, um espaço, uma idéia de forma a ser entendido por interlocutores em qualquer lugar do mundo. Trata-se de um instrumento para a arquitetura/engenharia, em que profissionais, mesmo estando distantes quer por espaços físicos, quer por diferentes línguas e culturas, possam interpretar e trabalhar conjuntamente sobre um mesmo objeto – um móvel, uma obra residencial, comercial, pontes, aeroportos, urbanismo, etc .
Exemplo de forma de linguagens universais: Uma pauta musical. Em qualquer lugar do mundo, um músico poderá reproduzir com perfeição o som previsto pelo autor da melodia, através da linguagem utilizada com símbolos musicais conhecidos universalmente.
 
Qualquer laboratório poderá reproduzir o remédio descrito na fórmula química especificada, obtendo o resultado terapêutico esperado.
A comunicação gráfica através de desenho existe desde o início dos tempos, independentes de idiomas. As primeiras expressões de escrita podemos citar hieróglifos egípcios mostrados na figura.
Primeiro desenho técnico executado tinha sido a vista em planta de uma fortaleza, desenhada pelo engenheiro Caldeu Gudea e gravada em uma placa de pedra, mostrado na figura 02.


Desenho técnico moderno, representação gráfica para engenharia ou representação gráfica de projetos de engenharia, desenho para uso técnico, mais precisamente os desenhos técnicos que representam projetos, mostrados na próxima figura



Desenhos feitos mecanicamente, desenhos feitos com instrumentos mecânicos, desenhos criados através da utilização de programas gráficos computacionais, CAD/CAM, projeto assistido por computador, mostrado na figura.       




Desenho Técnico

ü  É uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação da forma, dimensão e posição de objetos;
ü  É definido como linguagem gráfica universal da engenharia e da arquitetura;
ü  São utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais.

Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia e da arquitetura.

Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exigem treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais.
 A Figura 1.1 está exemplificando a representação de forma espacial por meio de figuras planas, de onde pode se concluir que:

ü  Para os leigos a figura é a representação de três quadrados.
ü  Na linguagem gráfica do desenho técnico a figura corresponde à representação de um determinado cubo.

Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana.

Na prática pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que não é visível.
A capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é chamada visão espacial.

Visão Espacial: É a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana; e de perceber mentalmente uma forma espacial significa ter o sentimento da forma espacial sem estar vendo o objeto.

Exercício:Observando os objetos na sua forma espacial, represente-os desenhando na forma plana.

Obs: represente-o em quantas vistas achar necessário para identificar o objeto.
Ou seja, a visão espacial permite a percepção (o entendimento) de formas espaciais, sem estar vendo fisicamente os objetos. Apesar de ser um dom que todos têm, algumas pessoas têm mais facilidade para entender as formas espaciais a partir das figuras planas.

A habilidade de percepção das formas espaciais a partir das figuras planas poderá ser desenvolvida á partir de exercícios constantes e progressivos. O desenho à mão-livre tem como finalidade a execução do esboço preliminar de determinado objeto, o qual após estudado e pormenorizado terá, então, seu desenho definitivo feito com instrumentos.

Desenho projetivo – são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas.
Aplicação:
•Projeto e construção de rodovias e ferrovias;
•Projeto e montagem de unidades de processos, tubulações industriais,sistemas de tratamento e distribuição de água, sistema de coleta e tratamento de resíduos;
•Representação de relevos topográficos e cartas náuticas;
•Desenvolvimento de produtos industriais;
•Projeto e construção de móveis e utilitários domésticos;
•Promoção de vendas com apresentação de ilustrações sobre o produto.

Desenho não-projetivo – na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos cálculos algébricos e compreendem os desenhos de gráficos, diagramas etc..

2  Padronização do Desenho Técnico e Normas da ABNT
Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. Esta padronização foi desenvolvida por meio de normas técnicas seguidas e respeitada internacionalmente. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes.
Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados, direta ou indiretamente, a este setor.

ü  No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, fundada em 1940;
ü  Para favorecer o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os órgãos responsáveis pela normalização em cada país, reunidos em Londres, criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO)
ü  As normas técnicas que regulam o desenho técnico são editadas pela ABNT, registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras -NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO.
ü  NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL, cujo objetivo é definir os termos empregados em desenho técnico.
ü  NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES - padronizar as dimensões das folhas e definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda.
ü  NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO - distribuição do espaço da folha de desenho, definindo a área para texto, desenho etc..
ü  NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS.
ü  NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS
ü  NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – LARGURAS DAS LINHAS
ü  NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO
ü  NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS
ü  NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO
ü  NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO
ü  NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS
ü  NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES




3  Materiais e instrumentos de desenho

Um bom desenho técnico começa pela escolha do material. Materiais de boa qualidade podem proporcionar um desenho mais preciso. Começaremos pela descrição dos instrumentos, em seguida mostraremos como usar cada um deles.

Prancheta: O Tampo ou prancheta serve de apoio para a folha de desenho. Há quem diga que o tampo em posição vertical provoca menos cansaço ao desenhista.No mercado existem modelos sofisticados, com regulagem de inclinação a gás, tendo contrapesos, gavetas e abajur para iluminação.
Régua paralela: É uma régua deslizante presa por fios paralelos nas bordas laterais da prancheta, com dimensão variada (de 0.60m a 1.5m), ela serve principalmente para traçar linhas paralelas horizontais, e também é usada como apoio dos esquadros no traçado de linhas verticais e oblíquas.
Escalímetro: É uma régua em graduação em milímetros, com três faces e seis escalas, facilita a medição dos desenhos em escala, mas exige grande atenção para que se utilize apenas a graduação correta.
Esquadros: De material transparente são fundamentais para o desenho, são encontrados em vários tamanhos, e em dois modelos: Esquadro de 45º e 60º. Servem para traçar linhas com suas angulações.
Lapiseira: Para o desenho técnico, são usadas basicamente as lapiseiras 0.3mm e 0.5mm, variando os grafites quanto a necessidade de peso e espessura dos traços. Os grafites mais usados são: 2H, H,F, HB.
Compasso: Serve para traçar curvas e circunferências, é importante que ele seja de boa qualidade, pois a precisão das curvas depende diretamente dele, geralmente tem perna de 12 a 15 cm, mais o extensor que aumenta o seu raio.
Computador: Com a necessidade de agilidade e o avanço da tecnologia, os materiais de desenho foram substituídos pelo computador e seus programas gráficos. Não excluindo, porém, a utilização dos materiais tradicionais no processo de aprendizagem da linguagem gráfica.
1 - Prancheta de desenho
2 - Régua-tê
3 - Esquadro 45º
4 - Esquadro 60º
5 - Transferidor
6 - Lápis/lapiseira:
Série B (B, 2B...) – macio e traços largos
Série H (H, 2H...)– duros e traços estreitos
Série HB e F – Intermediários
7- Borrachas: brancas e macias
8 - Compassos
9 - Prancheta de desenho com paralela corrediça
10 - Escalímetro


                                                                               




4 Normas ABNT

4.1- NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS
•As folhas podem ser utilizadas tanto na posição vertical como na posição horizontal.
•Os tamanhos das folhas seguem os Formatos da série “A”, e o desenho deve ser executado no menor formato possível, desde que não comprometa a sua interpretação.

Tamanho e margem do papel - O formato escolhido pelas normas é o retângulo harmônico √2, por ser considerado o que mais agrada proporcionalmente á vista. Os formatos adotados pelas normas da ABNT derivam do retângulo cuja área é de 1m² tendo lados medindo 841mm e 1189mm.
























Legenda- Espaço destinado à colocação de informações sobre o desenho e deve conter:

ü  Número, título, origem, data, escala, profissional responsável pelo desenho, conteúdo e demais informações pertinentes.



Sua altura pode variar, a largura é especificada pela norma:
          A0 e A1 = 175mm (margem direita de 10mm)
                  A2, A3 e A4 =178mm (margem direita de 7mm)








4.2 - NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS

Caligrafia técnica - O desenho técnico não pode sujeitar-se aos gostos e caprichos de cada desenhista, as normas procuram unificar os diversos elementos do desenho de modo a facilitar a execução (uso).

Aplicação:
  • Apresentação de especificações técnicas;
  • Anotação geral;
  • Cotagem;
  • Preenchimento da legenda;
  • Notas explicativas.
Exigências gerais de escrita em desenho técnico:
  • Legibilidade;
  • Uniformidade (altura, estilo, espessura, espaçamento);
  • Adequação á microfilmagem e a outros processos de reprodução.
Altura das letras – é baseada na altura das letras maiúsculas, sendo o mínimo de 2,5mm com dimensões proporcionais:



4.3 - NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS

As escalas em desenho estabelecem a razão existente entre as dimensões reais do objeto e a sua representação gráfica. A necessidade do emprego de uma escala na representação gráfica surgiu da impossibilidade de representarmos, em muitos casos, em verdadeira grandeza, certos objetos cujas dimensões não permitem o uso no papel. Neste caso utilizamos escalas de redução, e ás vezes escalas de ampliação.

A escala escolhida deve ser em função:
  • Do tamanho do papel;
  • Das dimensões do objeto a representar;
  • Da clareza do desenho;

Para o desenho técnico a medida mais utilizada e o milímetro (mm), já para o desenho arquitetônico é o metro (m).
Exemplo: na escala 1:50 cada dimensão no desenho será 50 vezes maior na realidade (1 cm no papel = 50 cm na realidade);

Antes de representar objetos, modelos, peças, etc. è necessário estudar o tamanho real da peça. Tamanho real é grandeza que as coisas têm na realidade. Existem coisas que podem ser representadas no papel em tamanho real. Mas existem objetos, peças, animais, etc. que não. Alguns são muito grandes para caber numa folha de papel. Outros são tão pequenos, que se os reproduzíssemos em tamanho real seria impossível analisar seus detalhes.

Para resolver tais problemas, é necessário reduzir ou ampliar as representações destes objetos. Manter, reduzir ou ampliar o tamanho da representação de alguma coisa é possível somente através da representação em escala.
A escala é uma forma de representação que mantém as proporções das medidas lineares do objeto representado. Em desenho técnico, a escala indica a relação do tamanho do desenho da peça com o tamanho real da peça; permite ainda representar no papel, peças de qualquer tamanho.

Nos desenhos em escala as medidas lineares do objeto real ou são mantidas, ou então são aumentadas ou reduzidas proporcionalmente.

As dimensões angulares do objeto permanecem inalteradas, portanto nas representações em escala, as formas dos objetos reais são mantidas.
Exemplo 1:
Para a escala 1:5 temos:
§  1 cm do desenho representa 5 cm na peça.
§   Para desenhar nessa escala divide-se por 5 a verdadeira grandeza das medidas.

Temos a seguinte relação: Escala do desenho = Desenho/Real. (E=D/R) onde, ”D” e à medida existente no desenho e ”R” é a medida real feita no objeto.

Atividade de fixação: Calcule o que se pede:

1- Um objeto qualquer, possui 180 centímetros de lado. Desenhando este objeto na escala 1/20, qual será o tamanho em centímetros deste lado?

2- Outro lado deste objeto tem 350 centímetros. Desenhando este objeto na escala 1/50, qual será o tamanho em centímetros deste lado?

3- Um objeto qualquer, possui uma dimensão de 60 centímetros. Este desenho esta na escala 1/ 25. Qual é o tamanho real desta dimensão do objeto?

4- Sabendo que um objeto real possui um lado com 30 centímetros e que no desenho ele tem 5 centímetros, calcule a escala que se encontra o desenho.

Exemplo 2:
Para a escala 5:1 temos:
§  5 cm do desenho representa 1 cm na peça.
§   Para desenhar nessa escala multiplica-se por 5 a verdadeira grandeza das medidas.
Temos a seguinte relação:
Desenho = objeto real X escala. (D=R.E) Onde ”D” e à medida existente no desenho e ”R” é a medida real feita no objeto.

Atividade de fixação: Calcule o que se pede.

1- Um objeto qualquer, possui 0,5 centímetros de lado. Desenhando este objeto na escala 20/1, qual será o tamanho em centímetros deste lado.

2- Outro lado deste objeto tem 35 mm. Desenhando este objeto na escala 50/1, qual será o tamanho em centímetros deste lado.

1.3 Um objeto qualquer, possui uma dimensão com 5 centímetros. Este desenho esta na escala 25/ 1. Qual e o tamanho real desta dimensão do objeto.

Atividade de fixação:
Dada a figura abaixo, sem escala, faça a sua ampliação.
Utilize escala 2:1.

                                             




Dada a figura abaixo, sem escala, faça a sua redução. Utilize escala 1:2.

                 








Representações de traços: O desenho técnico básico é composto por “traço e fundo”, ou seja, é o produto do desenho de linhas sobre um fundo homogêneo representando arestas e linhas de contorno aparente. Temos a possibilidade de variar a largura, o traço e a cor das linhas.
Largura:
As linhas tem sua largura classificadas em duas grandes famílias, quais sejam:
ü  linhas largas – correspondem a arestas ou linhas de contorno aparente reais
ü  linhas estreitas – correspondem a representação convencionais tais como: eixos, hachuras, linhas de cota e outros.
Tipos e Larguras de Linhas

Elaboração de Esboços (DESENHOS À MÃO LIVRE)

RECOMENDAÇÕES:
ü  O antebraço deve estar totalmente apoiado sobre a prancheta.
ü  A mão deve segurar o lápis naturalmente, sem forçar, e também estar apoiada na prancheta.
ü  Deve-se evitar desenhar próximo às beiradas da prancheta, sem o apoio do antebraço.
ü  O antebraço não estando apoiado acarretará um maior esforço muscular, e, em conseqüência, imperfeição no desenho.
ü  Os traços verticais, inclinados ou não, são geralmente desenhados de cima para baixo;
ü  Os traços horizontais são feitos da esquerda para a direita.

Traçado de Retas
ü  Para traçar um segmento de reta que une dois pontos, deve-se colocar o lápis em um dos pontos e manter o olhar sobre o outro ponto (para onde se dirige o traço).
ü  Não se deve acompanhar com a vista o movimento do lápis.
ü  Inicialmente desenha-se uma linha leve para, em seguida, reforçar o traço corrigindo, eventualmente, a linha traçada.

Traçado de Arcos
ü  O melhor caminho para desenhar circunferências é marcar previamente, sobre linhas perpendiculares entre si, as distâncias radiais, e a partir daí fazer o traçado do arco.
Croquis iniciais :
ü  Desenhos feitos para expressar as idéias iniciais de um espaço que se pretende projetar em esboços de plantas e perspectivas;
ü  Muito utilizado nos momentos iniciais para elaboração e organização espacial de um programa que se pretende projetar em forma de espaços pensados inicialmente;
ü  Ainda se trata de um desenho sem escala precisa, valendo-se de proporções e relações com as medidas humanas (escala humana).                
                                                                                               fig - exemplos de croquis

Bibliografia

MAGUIRE,D.E.& Simmons C.H., Desenho técnico, ed. Hemus, 2004
MICELI, Maria Teresa, Desenho Técnico Básico, Ed. Ao livro técnico, 2004
RIBEIRO, Antonio Clélio e outros,
GIONGO, Afonso Rocha. Curso de Desenho Geométrico: Editora Nobel, 25ª ed., 1988.
JOTA, José Carlos Putnoki. Elementos de Geometria: Editora Scipione, 3ª ed., 1991.

PEREIRA, Ademar. Desenho Técnico Básico: Editora Francisco Alves.